Sessão de Declarações Políticas na rentrée da Assembleia Municipal

A Assembleia Municipal retomou os seus trabalhos depois da pausa de verão, numa sessão marcada pelas Declarações Políticas. O Deputado Municipal e Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Pedro Delgado Alves, fez a intervenção do Grupo Municipal do Partido Socialista no âmbito das declarações políticas, recordando o conjunto de realizações em matéria de mobilidade, um eixo fundamental no desenvolvimento da cidade. A CARRIS, agora sob gestão municipal, renovou e aumentou a sua frota, recrutou novos motoristas, viu algumas linhas de elétrico regressarem e criou ainda as linhas de bairro, em resposta as necessidades da população. Também para os transportes públicos recebemos as notícias dos novos passes, para toda a Área Metropolitana, que representam um enorme apoio às famílias, bem como o novo cartão escolar, que permitirá às crianças das escolas de Lisboa utilizarem a rede de transportes públicos, abrangendo nesta primeira fase cerca de 15 mil alunos. Noutra vertente da mobilidade, a cidade recebeu de braços abertos a rede de bicicletas GIRA, que se tem revelado um enorme sucesso. Mais de 700 bicicletas, distribuídas por 74 estações, que já fizeram até ao momento mais de 660 mil viagens. Em Lisboa apostamos sustentadamente na mobilidade, mantendo a aposta no transporte público e não esquecendo outros eixos transversais, como os parques de estacionamento nas entradas da cidade, as medidas de acalmia de tráfego e a prioridade à mobilidade suave e pedonal.

A propósito da Recomendação apresentada pelo PCP propondo que a Assembleia Municipal de Lisboa não aceite a transferência de competências da Administração central, a Deputada Municipal e Presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Inês Drummond, afirmou que a mesma é, antes de mais, um ato falhado e precipitado. O PCP, na tentativa de demonstrar e evidenciar aquilo que designa por subfinanciamento das autarquias locais, ainda sem conhecer os diplomas setoriais que estão a ser negociados com a Associação Nacional de Municípios, acaba por revelar o seu conservadorismo e recorrente centralismo preconceituoso, olvidando, que esta é a grande oportunidade de aprofundamento e reforço do poder local democrático que tanto propala defender.